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Depressão
e Morte
Adeilson Silva Salles
A vida na
Terra é composta de perdas e ganhos, vitórias e derrotas. Sem dúvida nenhuma a
maior dificuldade que as pessoas experimentam, é a aceitação da morte no seio
familiar.
Deveríamos
estar mais preparados para este momento, que, inevitavelmente todos vamos
vivenciar.
Com a mente
embotada apenas para a vida presente, acreditamo-nos inatingíveis pelo fenômeno
natural chamado morte.
As supostas
perdas nos trazem ensinamentos preciosos que precisamos apreender. Chorar,
sentir saudades se entristecer pela separação momentânea que a morte nos impõe é
natural. Todavia o luto que se experimenta com a separação deve ter limite.
A morte faz
parte da vida.
Nossa
condição centrada apenas em nosso ego, nos faz acreditar que aqueles que amamos
nos pertencem. O Espiritismo que é a doutrina do raciocínio por excelência, nos
trás o esclarecimento necessário para compreendermos que a vida do Espírito é
eterna e linear, ela não sofre hiatos, não obstante as encarnações que o
Espírito experimente em sua trajetória evolutiva.
Quando
apegamo-nos demasiadamente a alguém a ponto de questionar a morte, devemos rever
nossos conceitos, pois neste caso estaremos vivenciando uma dependência
psicológica prejudicial. Demonstrando excessivo apego poderemos descambar para a
depressão, o que irá gerar transtornos físicos e espirituais traumáticos,
podendo inclusive, influenciar desastrosamente o psiquismo de quem partiu.
Em nossa
passagem pelo mundo devemos aprender a lidar com a separação imposta pela morte.
Não estamos capacitados para compreender o desencarne dos nossos afetos, ou de
quem quer que seja, entretanto, podemos nos educar bebendo na fonte fecunda que
é a Doutrina dos Espíritos, um verdadeiro manancial de consolação para nossas
almas. |