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O Que é
Mais Importante, a Quantidade ou a Qualidade dos Centros Espíritas?
Alkíndar
de Oliveira
De vez em
quando ouço um espírita dizer: “o importante não é a quantidade de Centros
Espíritas, é a qualidade”.
Será que
afirmar “o importante não é a quantidade de Centros Espíritas, é a qualidade”
não é imaginar que o Espiritismo não veio para o mundo, mas sim para um grupo de
privilegiados? Será que a Terceira Revelação é só para nós?
Será que
não seria melhor dizer, pela importância (para o mundo) dos princípios
espíritas, que “o importante é a qualidade e a quantidade”?
Outros
argumentam: “é preciso esperar melhorar qualitativamente os Centros Espíritas,
para só então divulgarmos intensamente nossa Doutrina”.
Será?
Penso que
temos que trabalhar com o que temos. Uma coisa é pensar e sonhar com o “ideal”,
outra é fazer o “possível”.
Pensar que
primeiro é preciso melhorar a qualidade dos Centros Espíritas, para só depois
melhor divulgar a Doutrina, é semelhante à atitude de um governador de estado
que resolvesse oferecer vagas às escolas públicas só depois que todo o corpo
docente melhorasse a qualidade!
É
semelhante ao fato de começarmos a ensinar às pessoas que é preciso primeiro
esperar conseguir amar ao próximo como a si mesmo, para só depois começar a
fazer a caridade!
Uma
pergunta:
Sabendo que
os discípulos de Jesus eram pessoas simples, comuns, sem destaque social ou
cultural, pescadores, Jesus esperou que eles melhorassem qualitativamente para
só depois convidá-los a seguí-Lo?
Esperar
ficarmos prontos, para só então começar a trabalhar, é uma grande ilusão. |