|
Conversas Familiares de
Além-Túmulo – Mozart
Allan Kardec
Um dos
nossos assinantes nos comunica as duas conversas seguintes que ocorreram com o
Espírito de Mozart. Não sabemos nem onde e nem quando essas conversas tiveram
lugar; não conhecemos nem os interrogadores, nem o médium; nelas somos, pois,
completamente estranhos.
Apesar
disso, notar-se-á a concordância perfeita que existe entre as respostas obtidas
e as que foram dadas por outros Espíritos, sobre diversos pontos capitais da
Doutrina, em circunstâncias diferentes, seja a nós, seja a outras pessoas, e que
narramos em nossos fascículos precedentes, e em O Livro dos Espíritos.
Chamamos,
sobre essa semelhança, toda a atenção dos nossos leitores, que dela tirarão a
conclusão que julgarem a propósito. Aqueles, pois, que poderiam ainda pensar que
as respostas às nossas perguntas podem ter o reflexo de nossa opinião pessoal,
verão por aí se, nessa ocasião, pudemos exercer uma influência qualquer.
Felicitamos
as pessoas que fizeram essas entrevistas pela maneira com que as perguntas estão
postas. Apesar de certas faltas que decorrem da inexperiência dos
interlocutores, em geral, estão formuladas com ordem, clareza e precisão, e não
se afastam da linha séria: é uma condição essencial para se obter boas
comunicações.
Os
Espíritos elevados vão às pessoas sérias que querem se esclarecer de boa-fé; os
Espíritos levianos se divertem com as pessoas frívolas.
Primeira
Conversa
Em nome
de Deus, Espírito de Mozart, estás aqui?
Sim.
Por que
antes Mozart do que um outro Espírito?
Foi a mim que haveis evocado: eu vim.
|