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A alma,
enquanto Espírito imortal, tem consciência do ato da morte, e consciência dela
mesma, ou do eu, imediatamente depois da morte?
A alma nada sabe do passado e não conhece o futuro
senão depois da morte do corpo; então vê sua vida passada e suas últimas provas;
escolhe a sua nova expiação, por uma vida nova, e a prova que vai suportar;
também não deve se lamentar do que se sofre na Terra, e deve suportá-la com
coragem.
A alma
se encontra, depois da morte, desligada de todo elemento, de todo laço
terrestre? De todo elemento, não; ela tem ainda um fluido que lhe é próprio,
que haure na atmosfera do seu planeta, e que representa a aparência da sua
última encarnação; os laços terrestres não lhe são mais nada.
Ela sabe
de onde vem e para onde vai? A questão décima-quinta responde a isso.
Não leva
nada com ela deste mundo? Nada senão a lembrança de suas boas ações, o
arrependimento de suas faltas, e o desejo de ir para um mundo melhor.
Ela
abarca, de um golpe de vista retrospectivo, o conjunto da sua vida passada?
Sim, para servir à sua vida futura.
Ela
entrevê o objetivo da vida terrestre e a significação, o sentido dessa vida,
assim como o curso que lhe fornecemos com respeito à vida futura? Sim; ela
compreende a necessidade de depuração para chegar ao infinito; quer se purificar
para alcançar mundos bem-aventurados. Sou feliz; mas não estou eu já nos mundos
onde se goza da visão de Deus!
Existe
na vida futura uma hierarquia de Espíritos, e qual é sua lei? Sim: é o grau
de depuração que a define; a bondade, as virtudes são os títulos de glória.
É a
inteligência, enquanto força progressiva, que lhe determina a marcha ascendente?
Sobretudo as virtudes: o amor ao próximo acima de tudo.
Uma
hierarquia de Espíritos fará supor uma outra de residência; esta última existe e
de que forma? A inteligência, dom de Deus, é sempre a recompensa das
virtudes: caridade, amor ao próximo. Os Espíritos habitam diferentes planetas,
segundo o seu grau de perfeição: neles gozam de mais ou menos felicidade.
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