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Como vimos,
o espírito, livre temporariamente dos laços orgânicos, empreende atividades
noturnas que poderão se caracterizar apenas por satisfação de baixos impulsos,
como também, trabalhar e aprender muito.
Nesta
experiência fora do corpo, na oportunidade do desprendimento através do sono, o
ser, poderá ver com clareza a finalidade de sua existência atual, lembrar-se do
passado, entrevê o futuro, todavia a amplitude ou não dessas possibilidades é
relativa ao grau de evolução do espírito.
Verifiquemos três questões do Livro dos Espíritos, no capítulo VIII, perguntas:
400, 401 e 403.
P-400
“O Espírito encarnado permanece de bom prazer no seu corpo material?
- É como
se perguntasse a um presidiário, se gostaria de sair do presídio. O espírito
aspira sempre à sua libertação e tanto mais deseja ver-se livre do seu
invólucro, quanto mais grosseiro é este.
P-401
“Durante o sono a alma repousa como o corpo?
- Não, o
espírito jamais está inativo. Durante o sono, afrouxam-se os laços entre corpo
e espírito e, ele se lança pelo espaço e entra em relação com os outros
espíritos sintonizados por ele.
P-403
“Como podemos julgar a liberdade do espírito, durante o sono?
- Pelos
sonhos.
O sono
liberta parcialmente a alma do corpo, quando adormecido o espírito se acha no
estado em que fica logo a morte do seu corpo. |