Como entender a Dependência Química

Aluney Elferr Albuquerque Silva

 

1.1 Abuso de Drogas

Fica estabelecido, daqui em diante, que toda a vez que estivermos nos referindo às drogas de abuso, estamos falando de drogas lícitas e ilícitas. Drogas ilícitas são aquelas proibidas por lei. Exemplo: maconha, cocaína, etc. Drogas lícitas são as permitidas por lei, geralmente com finalidade médica, porém usadas com objetivos recreacionais. Exemplo: barbitúricos, anfetaminas, etc.

 

1.2 Terminologia em Abuso de Drogas

Qual a melhor designação? Adição? Toxicomania? Farmacodependência? Sem entrar em discussão sobre a adequação de cada termo, neste trabalho, adota-se a expressão dependente químico. No entanto, para encaminhamento do texto, usamos outros termos, como adição, drogado, etc.

 

1.3 Dependência Química

Diz-se que há dependência química quando, por uma série de fatores adquiridos ou constitucionais, alguns indivíduos adquirem uma personalidade tal que os torna propensos a recorrerem às drogas e ficam, portanto, susceptíveis de permanecerem dependentes delas (as drogas). É a chamada vulnerabilidade biológica. Na definição acima, fala-se de alguns indivíduos. Quer dizer, nem todas as pessoas são susceptíveis.

O que está estabelecido é que para uma pessoa ser um dependente químico são necessárias três condições ou fatores: a predisposição adquirida ou hereditária, condições sócio-ambientais e a droga. Sem a conjugação destes três fatores não há dependência química. O dependente químico que ficar, por qualquer, em estado de abstinência, ele terá que conserva-lo a custo de uma rígida disciplina.