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Nós, Os
Filhos Pródigos
Carlos Eduardo da Silva
Certo homem tinha dois filhos. O mais moço pediu ao pai a divisão que
lhe cabia de seus haveres e isso foi feito. O filho, juntando o que
era seu, partiu para terra distante onde dissipou seus bens. Após
passar muita necessidade, voltou à casa do pai. Mas, ao chegar, sentiu
que não era digno de ser chamado de filho e disse isso ao pai.
Este, generoso e emocionado, recebe aquele filho com grande amor
dizendo: "Este é o meu filho que estava morto e reviveu". O filho mais
velho reclama por ter sido fiel e nada ter recebido e o pai lhe diz:
"Tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu".
Extraído da Parábola do Filho Pródigo. Lucas, 15: 11 a 32.
Espiritualmente mais crescidos, podemos refletir sobre a profundidade
do ensino de Jesus e analisar a verdadeira proposta do Mestre na busca
da felicidade real. Consideremos, portanto, a Parábola do Filho
Pródigo, examinando cada momento dela: o desperdício, o
arrependimento, a misericórdia de Deus, a volta.
Primeiramente, diz o evangelista Lucas no capítulo 15, versículos 11 a
32: "Um certo homem tinha dois filhos". Esse "certo homem" é Deus. Os
dois filhos simbolizam a humanidade - numa visão maior - no seu
processo de evolução, na sua jornada cósmica, cheia de sofrimento mas
plena de redenção.
No segundo momento, Jesus nos diz: "O mais moço diz ao pai: dá-me
parte da fazenda que me pertence, e ele repartiu". Estudando a postura
desse pai, que ouve o filho, observamos um pai bom, misericordioso e
justo, que dá liberdade ao filho sem opor nenhuma objeção. O filho
pede, o pai dá, de acordo com os anseios do filho.
A
parábola representa nossa evolução ascensional, no estágio de um
Espírito capaz de escolher seus caminhos, de acordo com a própria
vontade. Atrelada, porém, a essa liberdade, está a Lei de Ação e
Reação.
E
é assim que podemos pedir, segundo Jesus: "Pedi e recebereis". E é
isso que observamos: "Dá-me a parte da fazenda que me pertence".
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