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No momento em que o evangelista diz: "Havendo gasto tudo, houve
naquela terra grande fome e começou a padecer necessidade", quis
significar que houve grande fome porque ele gastou tudo.
Da mesma forma que a SAÚDE, o TEMPO e a FAMÍLIA, deixamos passar
também as OPORTUNIDADES. O filho pródigo, que gastou a saúde num vida
dissoluta, é vítima do desequilíbrio físico, da diminuição de sua
vitalidade.
O Livro dos Espíritos diz basicamente que aquele que tem consciência
dos males que causa à própria organização física é um suicida.
Quantas vezes tivemos a oportunidade de fazer algo por nós, por nossa
saúde ou pelos semelhantes? É nesse momento que entramos no campo da
reação: fome, abandono, aflição. Por quê?
Porque gastamos tudo e vamos viver o produto da ação - a saúde o
primeiro. O segundo, a inteligência, porque nos embrenhamos em delitos
de maledicência e calúnia; por isso, atravessamos vastos períodos de
surdez e de mudez, e nos tornamos vulneráveis à obsessão, atraindo, em
prejuízo próprio, vibrações de revolta ou desespero.
A
terceira reação refere-se ao tempo, em que, pela inutilidade
voluntária, somos envolvidos pelo tédio. Como quarta reação, temos a
destruição dos laços de família, a infidelidade materna ou paterna, ou
o filho cujas más tendências não foram combatidas - e bem poderiam ter
sido dominadas no momento certo -, gerando criaturas orgulhosas,
egoístas, vaidosas, ingratas e agressivas e abalando toda a construção
familiar.
Arrepender-se não basta
Quanto às aflições do filho pródigo, lembremos as palavras do
evangelista: "Foi nesse momento que um fazendeiro lhe ofereceu
trabalho", o mais simples possível - cuidar dos porcos -, sem garantir
que ele próprio obtivesse alimento. Ninguém lhe dava nada. Bem, no
tempo em que estivera cheio de riquezas, ele não se preocupara em
conquistar amizades.
Temos necessidade de conquistar irmãos, a cada dia, através do
companheirismo.
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