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Por que
as Pessoas se Encontram?
Plínio Oliveira
Nada
acontece por acaso. A força divina que habita todos os seres funciona como um
imã que nos atrai uns para os outros, do mesmo modo como o faz os astros, ou com
as subpartículas que compõem a matéria. Nosso nível de consciência produz um
campo energético, gerando atração sobre as pessoas, com quem criamos laços.
Esses laços
carregam em sí a qualidade da energia de atração que os gerou. Os laços do
entendimento, da sintonia, da harmonia e da afinidade entre as almas, os laços
do espírito tornam nossas relações mais felizes. São verdadeiros, porque
eternos. Já os laços do corpo são do interesse, do desejo, da posse, do egoísmo,
da vaidade. São efêmeros.
Quando os
laços são meramente físicos, a presença do outro acaba por incomodar diante da
primeira contrariedade ou ao perdermos o encanto do novo. Naturalmente, mesmo em
relações assentadas sobre laços espirituais enfrentamos dificuldades, mas estas
são mais facilmente transpostas e, uma vez vencidas, aproximam ainda mais os
seres.
A pessoa
que trafega pelo mundo criando apenas laços corporais, não dá conta de seu
destino superior. Apenas se enreda em nós que sufocam sua plenificação
espiritual e que adiam sua felicidade.
Os laços
espirituais, no entanto, libertam o ser, por serem feitos com os fios invisíveis
da presença de Deus em cada um. Como ambos os laços são gerados pela energia de
nossa consciência, que projetada em torno de nós atrai para perto os que nos são
afins, somente um trabalho de desenvolvimento íntimo pode transformar o ambiente
de nossas relações.
Isso requer
um esforço pessoal de busca de sentido e significado para a vida. Noutras
palavras, busca de Deus, em si e nos outros. Se você vive relações conturbadas,
difíceis e angustiosas, comece a transformar-se interiormente, laborando por se
tornar aquilo que espera que os outros sejam de bom. |
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