|
Como
Superar a Tristeza
Plínio Oliveira
Numa palestra em Curitiba, perguntaram ao Dalai Lama:
- Porque as
pessoas se frustram tanto?
- Porque
têm expectativas ilusórias - respondeu ele.
Enquanto
nossas ações não forem coerentes com nossa realidade transcendental,
continuaremos sofrendo os duros golpes da decepção. Quantas das nossas tristezas
não nascem de expectativas ilusórias? Quantas depressões não começam por
pequenos caprichos ou contrariedades?
Quantos
problemas familiares e profissionais poderiam ser evitados se fôssemos menos
preconceituosos, mais prudentes, menos egoístas e mais dispostos ao entendimento
e ao amor?
A nossa
ignorância do real sentido e significado da vida está na raiz de muitas
frustrações, gerando sofrimentos e tristezas que poderiam ser evitados.
Freqüentamos escolas e aprendemos línguas, matemática, história, ciências, mas
não aprendemos a viver, a reconhecer o que realmente importa para a nossa
felicidade.
Então as
dores se apresentam como um sinal de alerta, um forte indício de que algo
precisa ser modificado. Ficar simplesmente entristecido diante da dor, sem uma
reflexão a respeito dos problemas que a originaram, nos deixará eternamente
presos às ilusões do mundo.
O
sofrimento faz parte da vida e visa a transformação de nossa ignorância em
sabedoria de viver, para então deixarmos de sofrer. A tristeza que lhe sucede
tem a função de produzir uma parada de movimento, de nos levar a reavaliar o
rumo, qual navio que aporta no estaleiro para reparos.
Neste
sentido, os problemas se apresentam como desafios que nos fazem ir além dos
limites humanos, nos levando a uma compreensão mais plena da vida, num convite
ao exercício do perdão, do desprendimento, da renúncia e da paciência e nos
tornando mais aptos a viver felizes. Nossa libertação, portanto, depende de
nosso aprendizado espiritual. |