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Priorizou
demasiadamente a face material em detrimento da realidade espiritual,
agonizando, agora, nos favores do poder e do prazer, sem preencher-se de paz,
porquanto lhe ocorrem saturação e cansaço, enquanto permanece com sede de
realização íntima e de maior contato com a Vida em si mesma.
Confundindo
a transitoriedade do corpo com a eternidade do Espírito, desfruta das sensações
e das emoções do primarismo orgânico, sem as correspondentes expressões da
emotividade superior.
A arte, a
cultura, a tecnologia, o pensamento filosófico, vinculados ao impositivo de
oferecer respostas imediatas, perdem em beleza o que adquirem em agressividade,
expressando o momento moral do planeta, conduzindo à excitação e logo depois à
exaustão, sem contribuírem com harmonia, esperança, alegria ou paz.
Não se
trata de uma observação pessimista, mas de uma constatação de resultados,
contabilizando-se a hediondez do crime e da violência que se multiplica em toda
parte, em prejuízo da cultura e da civilização.
No passado,
quando a Humanidade estorcegava sob a chibata do Império Romano, que dominava
praticamente o mundo, e o abuso do poder aliado à desgovernança moral dos
indivíduos, fomentavam o sofrimento de milhões de outros, veio Jesus, que
inaugurou a Era da esperança, prometendo jamais deixar a sós quem quer que nEle
confiasse ou que se entregasse a Deus.
A partir de
então, ninguém mais ficou em solidão.
Maria, a
pecadora arrependida, que se Lhe dedicou, experimentou vicissitudes diversas,
mas nunca ficou ao desamparo.
Pedro,
reconhecendo a loucura momentânea da negação, prosseguiu sem desânimo, e jamais
deixou de receber-Lhe a presença.
Saulo,
tocado pela Sua misericórdia, transformou-se, tornando-se-Lhe arauto
incomparável, que O levou a quase todo o mundo do seu tempo.
João, que
Lhe permaneceu fiel, prosseguiu amparado, e narrou-Lhe a saga incomparável,
visitado pelo Seu psiquismo afável e inspirador. |
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