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Os Seus
eram sempre relacionamentos edificantes, nos quais o Bem mantinha predominância,
impossibilitando a distensão dos prejuízos da maledicência, do ódio, dos
rancores, dos ciúmes, das disputas insensatas.
Com Ele a
convivência é aprendida, mediante o resultado do exercício da tolerância que
leva à fraternidade, do auxílio recíproco dignificador da espécie humana.
Jamais
abriu espaço para a ociosidade, sugerindo que o reino dos Céus fosse conquistado
a esforço, iniciando-se o seu labor na busca interna, superando os impedimentos
apresentados pelas paixões dissolventes.
Nunca
deixou de valorizar a realidade espiritual de Si mesmo, induzindo os Seus
discípulos e todos aprendizes a descobrirem a realidade de que eram
constituídos.
Afirmou,
taxativo:
Eu sou a
luz do mundo,
Eu sou a
porta das ovelhas,
Eu sou o
pão da Vida,
Eu sou o
Caminho, a Verdade e a Vida,
Eu sou a
luz do mundo...
Vós sois
de baixo, eu sou de cima;
Vós sois
deste mundo, eu não sou deste mundo.
Vós sois
o sal da Terra...
Incessantemente convidava os Seus ouvintes ao autoconhecimento, para que se
tornassem cartas vivas do Evangelho.
As
multidões, ávidas de amor, de paz, de pão, de saúde, sempre buscavam o Mestre na
expectativa de terem as suas aflições resolvidas. No tumulto, ao qual se
entregavam, as suas eram aspirações imediatistas, necessidades consideradas
básicas, porque referentes aos problemas que as afligiam naquele momento.
Portador de
incomum sabedoria, Ele entendia que não se pode falar de paz a pessoas
atormentadas pelo estômago vazio de pão, nem discorrer sobre felicidade enquanto
elas estorcegavam em dores rudes... |