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Desse modo,
sempre atendia a solicitação mais inquietadora, abrindo espaço emocional para
ampliar a consciência e ensejar a realização do bem-estar.
Socorria a
problemática e elucidava quanto ao impositivo de mudança de comportamento para
melhor, de forma que depois não acontecesse nada mais grave.
Essa
recomendação, que sempre coroava os atos de recuperação da saúde e do
refazimento moral que tomam conta das paisagens humanas, objetivava demonstrar
que os sofrimentos são resultado da ignorância das Divinas Leis, da sua má
interpretação ou da sua aplicação indevida e perversa, portanto, do uso
prejudicial que delas é feito.
A única
maneira, portanto, de recuperar-se o faltoso é através do refazimento da
experiência, da retificação dos erros, da saudável conduta mental e moral que se
permita.
Assim
sendo, tornou-se o Pedagogo por excelência, não apenas ensinando a conhecer, a
fazer, a conviver e a ser, mas sobretudo, demonstrando que Ele o realizava.
Tudo quanto
ensinou vivenciou-o, comportando-se como modelo imprescindível à lição
ministrada. Jamais desmentiu pelos atos o que lecionou por palavras. O Seu é o
ministério do exemplo, da ternura, do amor e da compaixão.
Comovendo-se com as criancinhas que O buscavam, usou de severidade com os
fariseus, os doutores e os legistas, sem, no entanto, os ferir ou malsinar. Era
necessário usar de energia, a fim de que se libertassem da hipocrisia que se
lhes tornara habitual e constatassem ser Ele o Messias esperado, embora não
aceito.
O ser
humano está destinado às estrelas, apesar de ainda fixar-se ao solo do planeta
em que se encontra evoluindo, mergulhado mais em sombras do que banhado pela
alvinitente luz da sabedoria.
Contempla
os horizontes fulgentes, fascina-se, e não tem coragem de romper com os
impedimentos que o detêm na retaguarda dos entardeceres melancólicos.
Ouve e lê
os ensinamentos de Jesus, no entanto, aferra-se ao imediatismo da organização
material, optando pela ilusão da carne, sem a coragem para desvencilhar-se dos
seus elos retentores. |
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