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Consciência Plena
Divaldo Pereira
Franco
Modernos
cientistas da área da neurofisiologia, pesquisando a meditação por meio de
eletroencefalógrafos e outros equipamentos ultra-sensíveis, conseguiram detectar
alterações significativas no cérebro durante o período em que os voluntários se
entregam ao profundo mergulho no êxtase.
Após
análises cuidadosas e reflexões profundas, concluíram que a consciência, além
dos seus três estados convencionais – de vigília, de sono profundo e de sonho –
apresenta um outro especial, que foi denominado como o quarto estado,pouco
definido até o momento.
Por outro
lado, as experiências de quase morte ou mesmo de morte aparente têm oferecido um
fartíssimo contributo em material demonstrativo da independência do Espírito ao
corpo físico, após eliminados os fenômenos da imaginação excitada por convicções
religiosas e outras, merecendo elevada consideração.
Anteriormente reconhecidos como delírios, resultado de algumas drogas
alucinógenas, da anóxia cerebral, terminam por demonstrar que a consciência não
permanece adstrita exclusivamente à organização fisiológica, embora
expressando-se por seu inter-médio.
Pacientes
em cuidadoso tratamento cirúrgico, impossibilitados de qualquer tipo de lucidez,
têm relatado fatos que ocorrem durante os procedimentos, e outros que acontecem
mesmo fora do ambiente da sala onde têm lugar, distantes do alcance da percepção
fisiológica, constatados como verdadeiros, que aumentam a credibilidade em torno
da independência do ser ao organismo físico, assim oferecendo constructos novos
à Ciência.
Mesmo
quando têm sido tentadas explicações como as de natureza arquetípica junguiana,
a vasta cópia de sucessos ultrapassa as heranças do inconsciente coletivo para
somente serem reconhecidas como de natureza espiritual, dando lugar ao
surgimento de uma neuroteologia. |