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Jesus, O
Incomparável
Divaldo Pereira
Franco
Vencendo os
milênios que nos separam do Seu berço, ninguém que se Lhe equipare ou sequer
apresente as características que O assinalaram.
Havendo
nascido em um recinto modesto e quase desprezível, transformou-o num esplêndido
reduto de luzes e de harmonias gloriosas.
Residindo
mais tarde em uma aldeia desconhecida, tornou-a imortal na História, na
literatura e na memória dos tempos.
Convivendo
com as pessoas do Seu pequeno burgo, evitou destacar-se, mantendo-se simples e
de relacionamento afável, de forma a não os perturbar ou provocar celeuma antes
do momento.
Fiel
servidor das Divinas Leis, trabalhou na pequena carpintaria do pai sem alarde ou
demonstração inoportuna de superioridade.
Conhecendo
a tarefa para a qual viera, não se precipitou, tampouco postergou a hora em que
se deveria desvelar. E o fez de maneira natural, sem alarde nem provocação,
quando tomou do texto de Isaías, inserto no Testamento Antigo e, em plena
sinagoga, interpretou-o com inusitada acuidade, deixando-se identificar como o
Messias.
Compreendeu
a reação de surpresa dos Seus coevos e familiares que, tomados de espanto e ira,
atiraram-se contra Ele, ameaçando-O de morte. Mas não reagiu, nem os agrediu com
palavras ou ações que desmentissem o Seu ministério de amor, quando predominavam
as sombras da ignorância e da perversidade.
Sem
qualquer acusação, deixou aqueles sítios e partiu para a gentil Galiléia, onde
as almas simples e desataviadas, sedentas de paz, cansadas de sofrimentos e
humilhações, anelavam pela oportunidade de serem livres do jugo cruel da
servidão e realmente felizes.
Entre os
pobres e desafortunados, os sofredores e puros de coração, entoou o Seu hino de
amor à Vida como dantes jamais alguém o fizera, e depois nunca mais se
repetiria.
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