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Nostalgia
e Depressão
Divaldo Pereira
Franco
As
síndromes de infelicidade cultivada tornam-se estados patológicos mais profundos
de nostalgia, que induzem à depressão.
O ser humano tem necessidade de auto-expressão, e isso somente é possível quando
se sente livre.
Vitimado
pela insegurança e pelo arrependimento, torna-se joguete da nostalgia e da
depressão, perdendo a liberdade de movimentos, de ação e de aspiração, face ao
estado sombrio em que se homizia.
A nostalgia
reflete evocações inconscientes, que parecem haver sido ricas de momentos
felizes, que não mais se experimentam.
Pode
proceder de existências transatas do Espírito, que ora as recapitula nos
recônditos profundos do ser, lamentando, sem dar-se conta, não mais as fruir; ou
de ocorrências da atual.
Toda perda
de bens e de dádivas de prazer, de júbilos, que já não retornam, produzem
estados nostálgicos. Não obstante, essa apresentação inicial é saudável, porque
expressa equilíbrio, oscilar das emoções dentro de parâmetros perfeitamente
naturais.
Quando
porém, se incorpora ao dia-a-dia, gerando tristeza e pessimismo, torna-se
distúrbio que se agrava na razão direta em que reincide no comportamento
emocional.
A depressão
é sempre uma forma patológica do estado nostálgico.
Esse
deperecimento emocional, fez-se também corporal, já que se entrelaçam os
fenômenos físicos e psicológicos.
A depressão
é acompanhada, quase sempre, da perda da fé em si mesmo, nas demais pessoas e em
Deus... Os postulados religiosos não conseguem permanecer gerando equilíbrio,
porque se esfacelam ante as reações aflitivas do organismo físico. Não se
acreditar capaz de reagir ao estado crepuscular, caracteriza a gravidade do
transtorno emocional.
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