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Idéias
demoradamente recalcadas, que se negam a externar-se - tristezas, incertezas,
medos, ciúmes, ansiedades - contribuem para estados nostálgicos e depressões,
que somente podem ser resolvidos, à medida que sejam liberados, deixando a área
psicológica em que se refugiam e libertando-a da carga emocional perturbadora.
Toda
castração, toda repressão produz efeitos devastadores no comportamento
emocional, dando campo à instalação de desordens da personalidade, dentre as
quais se destaca a depressão.
É
imprescindível, portanto, que o paciente entre em contato com o seu conflito,
que o libere, desse modo superando o estado depressivo.
Noutras
vezes, a perda dos sentimentos, a fuga para uma aparência indiferente diante das
desgraças próprias ou alheias, um falso estoicismo contribuem para que o
fechar-se em si mesmo, se transforme em um permanente estado de depressão, por
negar-se a amar, embora reclamando da falta de amor dos outros.
Diante de
alguém que realmente se interesse pelo seu problema, o paciente pode
experimentar uma explosão de lágrimas, todavia, se não estiver interessado
profundamente em desembaraçar-se da couraça retentiva, fechando-se outra vez
para prosseguir na atitude estóica em que se apraz, negando o mundo e as
ocorrências desagradáveis, permanecerá ilhado no transtorno depressivo.
Nem sempre
a depressão se expressará de forma autodestrutiva, mas com estado de coração
pesado ou preso, disfarçando o esforço que se faz para a rotina cotidiana, ante
as correntes que prostram no leito e ali retêm.
Para que se
logre prosseguir, é comum ao paciente a adoção de uma atitude de rigidez, de
determinação e desinteresse pela sua vida interna, afivelando uma máscara ao
rosto, que se apresenta patibular, e podem ser percebidas no corpo essas
decisões em forma de rigidez, falta de movimentos harmônicos...
Ainda
podemos relacionar como psicogênese de alguns estados depressivos com impulsos
suicidas, a conclusão a que o indivíduo chega, considerando-se um fracasso na
sua condição, masculina ou feminina, determinando-se por não continuar a
existência.
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