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Então,
humanizar é neste sentido. É esta proposta de voltarmos a ser gente. Não
ficarmos nos considerando muito importantes. O Presidente do Centro, o dono do
Centro, o super-médium, a pessoa mais formidável do século. Voltarmos às nossas
origens. A simplicidade de coração, a afabilidade, a doçura (textos do Evangelho
Segundo o Espiritismo), a cordialidade, o bom trato.
Se o doente
é insistente, se o pobre é impertinente, nós estamos ali porque queremos. Não
foi o pobre que pediu para nós irmos lá. Nós é que nos oferecemos. Então temos a
escusa de estarmos cansados, de estarmos irritados. “Eu também tenho problemas”.
Então vá
resolver seus problemas. Não os traga para a Casa Espírita. E notem que esta
tríade está perfeitamente de acordo com o pensamento kardequiano: trabalho,
solidariedade e tolerância.
Qual é o
trabalho? ESPIRITIZAR-SE. O trabalho de adquirir o conhecimento espírita, de
perseverar no estudo. Minha mãe era analfabeta. Eu lia para ela, estudava,
comentava. Ela acompanhava. Aprendeu a Doutrina Espírita dentro dos seus
limites.
Solidariedade. QUALIFICAR-SE, para servir melhor, para ser mais solidário.
Tolerância:
ser mais HUMANO. Quando somos mais humanos, somos tolerantes. E esta tríade não
é propriamente de Allan Kardec. Ele a tirou de Pestalozzi, seu professor, que
tinha como base educacional três palavras: trabalho, solidariedade e
perseverança. Allan Kardec, que foi seu discípulo, tomou a tríade e adaptou-a,
substituindo perseverança por tolerância.
Assim, o
Centro Espírita é a nossa oficina. Quando nós entramos na Casa Espírita devemos
sentir os eflúvios do amor, da fraternidade. Não é o lugar dos conflitos, das
picuinhas, das nossa dificuldades, das nossas diferenças, que nós as temos, mas
das nossas identidades, das nossas compreensões, do nosso esforço para sermos
melhor.
Daí a nova
proposta do Centro Espírita: voltar às bases do pensamento de Allan Kardec.
Reviver o trabalho, a solidariedade e a tolerância. Sermos realmente irmãos.
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