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Supercultura
Francisco Cândido Xavier
“... Graças te rendo, ó Pai,
senhor dos Céus e da Terra, que por haveres ocultado estas cousas aos doutos e
aos prudentes e por as teres revelado aos simples e pequeninos!”. - Jesus -
Mateus, 11: 25.
“Homens, por que vos queixais
dos calamidades que vós mesmos amontoastes sobre as vossas cabeças?
Desprezastes a santa e divina moral do Cristo; não vos espanteis, pois, de que
a taça da iniqüidade haja transbordado de todos os lados.” - “0 Evangelho
Segundo o Espiritismo”, Cap. VII, 12.
Alfabetizar e instruir sempre.
Sem escola, a Humanidade se
embaraçaria na selva, no entanto, é imperioso lembrar que as maiores calamidades
da guerra procedem dos louros da inteligência sem educação espiritual.
A intelectualidade requintada
entretece lauréis à civilização, mas, por si só, não conseguiu, até hoje, frenar
o poder das trevas.
A supercultura, monumentalizou
cidades imponentes e estabeleceu os engenhos que as arrasam.
Levantou embarcações que se
alteiam como sendo palácios flutuantes e criou o torpedo que as põe a pique.
Estruturou asas metálicas
poderosas que, em tempo breve, transportam o homem, através de todos os
continentes e aprumou o bombardeiro que lhe destrói a casa.
Articulou máquinas que
patrocinam o bem-estar no reduto doméstico e não impede a obsessão que,
comumente, decorre do ócio demasiado.
Organizou hospitais eficientes
e, de quando a quando, lhes superlota as mínimas dependências com os mutilados e
feridos, enfileirados por ela própria, nas lutas de extermínio.
Alçou a cirurgia às inesperadas
culminâncias e aprimorou as técnicas do aborto.
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