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Mas se a compaixão acalenta o mal reconhecido, a
título de ternura, converte-se em anestesia da consciência e se o socorro
suprime o remédio necessário ao doente, a pretexto de resguardar-lhe o conforto,
transforma-se na irresponsabilidade fantasiada de carinho, apressando-lhe a
morte.
Reconhecendo, pois, que todos somos suscetíveis de
queda, saibamos estender incessantemente compaixão e socorro, onde estivermos,
sem escárnio para com as nossas feridas e sem louvor para com as nossas
fraquezas, agindo por irmãos afetuosos e compassivos mas sinceros e leais uns
dos outros, a fim de continuarmos, todos juntos, na construção do Bem Eterno,
trabalhando e servindo, cada qual de nós, em seu próprio lugar.
Emmanuel
(espírito)
Fonte:
Livro da Esperança - Edição CEC - Comunhão Espírita Cristã - Uberaba, MG.
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