Compaixão Sempre

Francisco Cândido Xavier

 

“Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; soltai e soltar-vos-ão.” - Jesus - Lucas, 6:37.

“Não esqueçais, meus queridos filhos, que o amor aproxima de Deus a criatura e o ódio a distancia dele.” - “0 Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XII, 10.

Perante o companheiro que te parece malfeitor, silencia e ampara sempre.

Assim como existem pessoas, aparentemente sadias, carregando enfermidades que apenas no futuro se fardo evidentes para a intervenção necessária, há criaturas supostamente normais, portadoras de estranhos desequilíbrios, aos quais se lhes debitam os gestos menos edificantes.

Compadece-te, pois, e estende os braços; para a obra do auxilio.

Muitos daqueles que tombaram na indisciplina e na violência, acabando segregados; nas casas de tratamento moral, guardam consigo os braseiros de angústia que lhes foram impostos, em dolorosos processos obsessivos, pelas mãos imponderáveis dos adversários desencarnados de outras existências...

E quase todos os que esmoreceram, no caminho das próprias obrigações, rendendo-se ao assalto da crueldade e do desespero, sustentaram, por tempo enorme, na intimidade do próprio ser, a agoniada tensão da resistência às forcas do mal, sucumbindo, muitas vezes, à mingua de compreensão e de amor...

Para todos eles, os nossos irmãos caídos em delinqüência, volvamos, assim, pensamento e ação tocados de simpatia, recordando Jesus, que não cogita de nossas imperfeições para sustentar-nos, e certos de que também nós, pela extensão das próprias fraquezas, não conseguimos, em verdade, saber em que obstáculos do caminho os nossos pés tropeçarão.

 

Emmanuel (espírito)

 

Fonte: Livro da Esperança - Edição CEC - Comunhão Espírita Cristã - Uberaba, MG.