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Desfrutas extensa possibilidade econômica, na qual
é compreensível te devotes a obsequiar os amigos do teu nível doméstico. Antes
deles, todavia, socorre os que esmorecem de fadiga e penúria, para quem, muitas
vezes, a felicidade reside num sorriso amistoso ou num prato de pão.
Amealhaste conhecimento e, nos tesouros culturais
que adquiriste, é justo te aprazas, nos torneios verbais de salão, enriquecendo
o cérebro dos ouvintes que te respiram as normas superiores. Antes deles, porém,
divide a luz que te clareia o mundo mental com os irmãos do caminho, que se
debatem, ainda, na noite da ignorância.
Jesus não te pede a deserção dos círculos afetivos.
Ele próprio, certa feita, asseverou aos
companheiros de apostolado: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o
que faz o meu senhor; chamo-vos, amigos, porque vos revelei tudo quanto ouvi de
meu Pai”.
Com os amigos, entretanto, consagrou-se
primeiramente a aliviar a carga de todos os sofredores, como a dizer-nos que
todos podemos cultivar afeições preciosas que nos alentem as energias, mas à
frente dos que choram, nos transes de dolorosas necessidades, é preciso adotar a
legenda - “eles, antes”.
Emmanuel
(espírito)
Fonte:
Livro da Esperança - Edição CEC - Comunhão Espírita Cristã - Uberaba, MG.
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