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Na Hora da Assistência
Francisco Cândido Xavier
“Mas quando fizeres convite, chama os pobres,
aleijados, coxos e cegos.” – Jesus - Lucas, 14: 13.
“Auxiliai os infelizes o melhor que puderdes.” -
“0 Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XIII, 9.
Nas obras de assistência aos irmãos que nos
felicitam com as oportunidades do serviço fraterno, em nome do Senhor, vale
salientar a autoridade amorosa do Cristo que no-los recomendou.
Ao recebê-los à porta, intentemos ofertar-lhes
algumas frases de conforto e bom ânimo, sem ferir-lhes o coração, ainda mesmo
quando não lhes possamos ser úteis.
Visitando-lhes o lar, diligenciemos respirar-lhes o
ambiente doméstico, afetuosamente, reconhecendo-nos, na intimidade da própria
família, que nos merece respeito natural e cooperação espontânea, sem traços de
censura.
Em lhes servindo à mesa, fujamos de reprovar-lhes
os modos ou expressões, diferentes dos nossos, calando apontamentos
desprimorosos e manifestações de azedume, o que lhes agravaria a subalternidade
e a desventura.
Socorrendo-lhes o corpo enfermo ou dolorido,
reflitamos nos seres que nos são particularmente amados e imaginemos a gratidão
de que seríamos possuídos, diante daqueles que os amparassem nos
constrangimentos orgânicos.
Se aceitamos a incumbência de provê-los nas filas
organizadas para a distribuição de favores diminutos, preservemos o regulamento
estabelecido, com lhaneza e bondade, sem fomentar impaciência ou tumulto; e, se
alguns deles, depois de atendidos, voltarem a nova solicitação, recordemos os
filhos queridos, quando nos pedem repetição do prato, e procuremos
satisfazê-los, dentro das possibilidades em mão, sem desmerecê-los com qualquer
reprimenda. |
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