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Exercício do Bem
Francisco Cândido Xavier
“Mas ajuntai tesouros no Céu, onde nem a traça
nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam e nem roubam. - Jesus -
Mateus, 6: 20.
“Sede bons e caridosos: essa a chave dos céus,
chave que tendes em vossas mãos. Toda a eterna felicidade se contém nesse
preceito: Amai-vos uns aos outros.” - “0 Evangelho Segundo o Espiritismo”,
Cap. XIII, 12.
Comumente inventamos toda a espécie de pretextos
para recusar os deveres que nos constrangem ao exercício do bem.
Amolentados no reconforto, e instalados
egoisticamente em vantagens pessoais, no imediatismo do mundo, não ignoramos que
é preciso agir e servir na solidariedade humana, todavia, derramamos desculpas a
rodo, escondendo teimosia e mascarando deserção.
Confessamo-nos incompetentes.
Alegamos cansaço.
Afirmamo-nos sem tempo.
Declaramo-nos enfermos.
Destacamos a necessidade da vigilância na contenção
do vício.
Reclamamos cooperação.
Aqui e ali, empregamos expressões cronicificadas
que nos justifiquem a fuga, como sejam “muito difícil”, “impossível”, “melhor
esperar”, “vamos ver” e ponderamos vagamente quanto aos arrependimentos que nos
amarguram o coração e complicam a vida, à face de sentimentos, idéias, palavras
e atos infelizes a que, em outras ocasiões, nos precipitamos de maneira
impensada.
Na maioria das vezes, para o bem, exigimos o
atendimento a preceitos e cálculos, enquanto que, para o mal, apenas de raro em
raro, imaginamos conseqüências. |
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