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Um dia, porém, nas fronteiras da morte, somos
despojados de todas as ilusões e se algo nos fica será simplesmente a estreita
coleção dos benefícios que houvermos feito, assinalados em nosso nome pelo
conforto, ainda mesmo ligeiro e desconhecido, daqueles que nos deram
oportunidade a singelos ensaios de elevação.
Serve onde estiveres e como puderes, nos moldes da
consciência tranqüila.
Caridade não é tão-somente a divina virtude, é
também o sistema contábil do Universo, que nos permite a felicidade de auxiliar
para sermos auxiliados.
Um dia, nas alfândegas da morte, toda a bagagem
daquilo de que não necessites ser-te-á confiscada, entretanto, as Leis Divinas
determinarão recolhas, com avultados juros de alegria, tudo o que destes do que
és, do que fazes, do que sabes e do que tens, em socorro dos outros,
transfigurando-te as concessões em valores eternos da alma, que te assegurarão
amplos recursos aquisitivos no Plano Espiritual.
Não digas, assim, que a propriedade não existe ou
que não vale dispor disso ou daquilo.
Em verdade, devemos a Deus tudo o que temos, mas
possuímos o que damos.
Emmanuel
(espírito)
Fonte:
Livro da Esperança - Edição CEC - Comunhão Espírita Cristã - Uberaba, MG.
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