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Dinheiro, o Servidor
Francisco Cândido Xavier
“Disse-lhes o Senhor: Bem está, bom e fiel servo.
Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei.” - Jesus - Mateus, 25: 23.
“A pobreza é para os que a sofrem, a prova da
paciência e da resignação; a riqueza é, para os outros, a prova da caridade e
da abnegação.” - “0 Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XVI, 8.
O dinheiro é semelhante à alavanca suscetível de
ser manejada para o bem ou para o mal.
Acorrentado ao poste da avareza, produz o azinhavre
da sovinice, contudo, sob a inspiração do trabalho, é o lidador fiel que
assegura os frutos do milharal e as paredes da escola, a cantiga do malho e a
força da usina.
Atrelado ao carro do orgulho, é o estimulante do
erro, mas, na luz da fraternidade, é o obreiro da renovação incessante,
enriquecendo o solo e construindo a cidade, desdobrando os fios do atendimento e
garantindo os valores da educação.
Aferrolhado no cofre da ambição desvairada, é o
inimigo da evolução, todavia, endereçado à cultura, é o agente do progresso,
auxiliando o homem a solucionar os enigmas da enfermidade e a resolver os
problemas da fome, a compreender os mecanismos da natureza e a inflamar o
esplendor da civilização que analisa a terra e vasculha o firmamento.
Detido na sombra do egoísmo, é o veneno que promove
a secura do sentimento, no entanto, confiado à caridade, é o amigo prestimoso
que desabotoa rosas de alegria no espinheiral da provação, alimentando
pequeninos desamparados e sustentando mães esquecidas, levantando almas abatidas
que o infortúnio alanceia e iluminando lares desditosos que a necessidade
escurece. |
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