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Por Que o
Espiritismo Incomoda
José Reis Chaves
No
alvorecer do Espiritismo, a Igreja disse: "Destruamos o Espiritismo ou ele
destruirá a Igreja. Temos que o atacar com todas as armas." Mas Kardec e os
espíritas nunca imaginaram isso. A Igreja é que assim pensava e proclamava:
"Fora da Igreja não há salvação". Já o Espiritismo ensina: "Fora da caridade não
há salvação."
E os
espíritas foram acusados injustamente de charlatanice, ignorância, loucura,
feitiçaria, macumbaria e contato com os demônios, na verdade espíritos humanos
desencarnados, chamados de espíritos impuros nos Evangelhos, e responsáveis
pelas obsessões, encostos e possessões.
E essas
calúnias foram porque o Espiritismo restaura o Cristianismo Primitivo das
reuniões mediúnicas dos apóstolos e das primeiras comunidades cristãs (Livro de
Atos e 1 Coríntios capítulos 12 e 14), de quando o Cristianismo não estava ainda
maculado pelo poder civil e a instituição dos dogmas, a partir do Concílio de
Nicéia (325), que são os responsáveis diretos pelas tragédias fundamentalistas
da Igreja.
Enquanto
que os pioneiros do Espiritismo no Brasil eram presos, sábios de renomada
mundial abraçavam a doutrina regeneradora do Cristianismo:
William
Crookes, descobridor do tálio e dos raios catódicos; César Lombroso, médico,
escritor e cientista italiano, estudioso da famosa médium Eusápia Palladino;
Ernesto
Bozzano, que trocou o ateísmo pelo Espiritismo; o francês Charles Richet, Prêmio
Nobel de Medicina de 1913; Victor Hugo; Léons Dénis; Alexandre Aksakof; Russel
Wallace; Paul Gibier; Gabriel Delane; Oliver Lodge; Gustave Geley etc.
E letrados
da atualidade continuam também, cada vez mais, abraçando o Espiritismo. Em Belo
Horizonte, de 1 a 4-5-2003, realizou-se, no Fórum Lafaiete e Hotel Ouro Minas, o
II Encontro Nacional da Associação Brasileira dos Magistrados Espíritas (ABRAME).
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