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O Personalismo
Marcus Alberto de Mario
É fato comum,
infelizmente, encontrarmos no pensamento e nas atitudes de dirigentes
espíritas a erva daninha do personalismo, quando vale mais a palavra
de ordem de quem dirige, do que a palavra da doutrina espírita. Muitos
fatores contribuem para o crescimento e alojamento do personalismo.
Entre as causas,
a primeira, sem dúvida, é o egoísmo ainda inerente ao ser humano. O
egoísmo pode mesmo cegar uma pessoa que, apesar de receber severas
críticas por sua conduta, tudo leva à conta da inveja dos outros,
quando na verdade está sendo alertada para uma mudança de atitude.
Conhecemos uma
pessoa, espírita convicta, que, em não levando em consideração as
advertências dos amigos, recebeu espontaneamente mensagem dos
espíritos com a mesma advertência, contudo, interpretou a palavra
espiritual de forma totalmente equivocada, caminhando desde então para
perigoso processo de fascinação.
Os personalistas
são facilmente excitáveis, pois o egoísmo anda de mãos dadas com o
orgulho, assim os maus espíritos dedicam-se a incentivar o ego da
pessoa, com sugestões sutis e elogios disfarçados, com conseqüências
devastadoras para todos aqueles que convivem e dependem dessa pessoa.
Cego às
advertências, o personalista centraliza o poder, o comando, em torno
de si, fazendo sempre prevalecer a sua opinião, o seu modo de ver as
coisas, a sua interpretação, o seu jeito de realizar. Pode até
trabalhar com um bom grupo de pessoas, mas todos ficam sabendo que, no
fim, será como o dirigente personalista quer.
É por esse motivo
que muitos centros espíritas padecem o mal da teia de aranha: ficam
enredados em sistemas e práticas absolutas, repetidas à exaustão ao
longo de vasto tempo, sem mudanças, sem renovação, sem
questionamentos.
Outra causa do
personalismo é a ignorância doutrinária, a falta de estudo contínuo e
profundo dos princípios espíritas, antídoto natural que se fosse
utilizado, minimizaria, ou mesmo terminaria, com o personalismo.
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