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A Participação do Jovem no
Centro Espírita
Marcus Alberto de Mario
Se amparar
as crianças é um dever, receber os jovens é também uma tarefa do Centro
Espírita. A juventude requer um trabalho dinâmico mas que não pode fugir de
diretrizes doutrinárias seguras no estudo das obras da Codificação, sob pena das
reuniões da juventude espírita perderem-se em debates inúteis, festas e
encontros sem produtividade e fora do caráter do ensino espírita, que se traduz
pela vivência dos ensinos morais.
Se
juventude é sinônimo de dinamismo, também é tempo de aquisição de
responsabilidade e disciplina. Para isso o Centro Espírita deve ficar atento,
pois um jovem displicente e sem compromisso não poderá se tornar um bom espírita
e, por dedução, um bom dirigente espírita.
Já se foi o
tempo em que o jovem espírita fazia reuniões doutrinárias comandadas por um
adulto, participando das atividades do Centro Espírita somente para
apresentações artísticas nas festividades.
O uso de
técnicas adequadas de ensino, a administração da evangelização infantil, os
grupos de visita a enfermos, a participação em cargos diretivos, a mediunidade
ativa e tantas outras funções, são e devem ser exercidas pelos jovens, que irão
adquirir experiência com o tempo, aliando a teoria com a prática, sob a
orientação dos adultos.
Naturalmente, estamos nos referindo a jovens compromissados com o Espiritismo,
conscientes de suas responsabilidades, e não àqueles jovens que consideram as
reuniões do grupo um passatempo para lazer e namoro.
O Centro
Espírita deve oferecer em sua estrutura administrativa e doutrinária as
oportunidades de serviço e cooperação dos que, na idade juvenil, se ofereçam
para ajudar, pois o Centro Espírita é de todos, e no Espiritismo não existe
discriminação nem preconceito. |