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E com seus
38 anos, parecia uma criança feliz ao sair em desabalada carreira pelos bosques
que rodeavam o castelo. Voltou depois com o rosto vermelho e os olhos brilhando,
como há tempo não a via.
No interior
do Palácio de Scone, que mais parecia um castelo, as emoções foram gradativa e
significativamente mais intensas: as louças do século XVIII, que lhe pareciam
familiares tanto nas cores como nos modelos e sobretudo os quadros nas paredes,
dois dos quais a fizeram novamente chorar, acometida outra vez de grande emoção.
Tomada de
profunda emoção, afirmava que dois quadros não eram originais e que deviam ter
sido trocados. Fato que confirmamos posteriormente.
Embora como
estudioso da reencarnação fosse para mim uma vivência muito interessante,
procurava não induzi-la a conclusões. Comentei:
- Todas as
pessoas que se interessam pelo estudo da reencarnação gostariam de ser no mínimo
princesas nas vidas pretéritas... Portanto, é preciso que tenhamos cautela com
conclusões precoces.
- Posso ter
sido a mais simples serviçal aqui, disse-me Helena, mas sem dúvida este lugar eu
já conheço! Acredito que mais do que uma visita, um contato mais íntimo e
freqüente com o Palácio de Scone deva ter sido em outra vida.
Posteriormente, por via mediúnica, bem como por outros recursos, tivemos
referências sobre encarnações nossas na Grã-Bretanha, em épocas diversas cujos
detalhes não estamos autorizados a escrever, em função até da ausência de provas
aceitáveis. Para Helena, no entanto, a experiência marcou-a profundamente.
Fonte:
Portal do
Espírito
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