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Brasil: O
Futuro Só A Nós Pertence?
Ricardo Gandra Di Bernardi
Ao
divisarmos, em horizonte próximo, o alvorecer do terceiro milênio temos
consciência de que estamos nos despedindo da noite escura do religiosismo cego e
dogmático. De fato, ansiamos por contemplar, sob a luz de um sol amoroso e
racional, o céu azul do bom senso livre das obscuras nuvens do fanatismo.
Enfim se
avizinha o milênio no qual não mais erigiremos totens aos deuses ou espíritos
mas sentiremos o "Deus em Nós" como disse o grande mestre Jesus. A grande
procura da Verdade Externa deverá ser substituída pela percepção da Luz que
pulsa no inconsciente puro de todos nós.
A visão
estreita do criacionismo cederá à compreensão do evolucionismo espiritualista ou
neo-evolucionismo.
O destino e
a responsabilidade dos seres deixará de ser atribuída a Deus para ser assumida
pelos próprios indivíduos. A concepção medieval do religiosismo
institucionalizado, que grassa qual erva daninha nos canteiros da nossa morada
planetária, cederá lugar a religiosidade sem cultos externos mas expressa no
amor universal.
Na história
do nosso planeta, muitos emissários do alto renasceram em períodos críticos, ou
momentos especialmente favoráveis, com o fito de impulsionar a evolução do nosso
orbe.
Comunidades
inteiras também foram deslocadas para o nosso globo vindas de outro astros e até
de outras constelações, procurando acelerar o processo evolutivo terráqueo.
Vieram conviver conosco, contribuindo, para que pudéssemos galgar novos degraus
na escada do progresso.
Anjos
espirituais, ou simplesmente amigos mais sábios e bondosos, tais como Emmanuel,
assim se referem a civilização egípcia primitiva e a judaica bem como aos
arianos e hindus de épocas remotas.
Os povos
citados apesar de estarem aqui renascendo como degredados planetários, ou
"expulsos de um paraíso", cumpriram em nosso meio aspecto missionário qual seja
o de sacudir os terráqueos da sonolenta caminhada na estrada do progresso.
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