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A sabedoria
que faz a verdadeira felicidade consiste em procurar o prazer em atividades que
representem alguma aquisição para a nossa alma, não importando a idade, sem
comprometimentos físicos ou espirituais.
Lamentável,
nesse particular, quando a pessoa dá por encerrado o expediente da vida,
desinteressando-se de qualquer iniciativa, principalmente daquelas que dizem
respeito à nossa condição de Espíritos imortais.
É preciso
conservar a vivacidade, o ideal de aprender, de desdobrar experiências,
cultivando o prazer de ampliar horizontes.
Do alto de
seus oitenta e cinco anos, um senhor contestava:
Ah! Meu
filho! Tudo isso é muito bonito, mas não serve para mim. Já fiz o que tinha de
ser feito. Agora estou em tempo de balanço!
Seria ótimo
que estivéssemos todos em permanente avaliação existencial, procurando eliminar
defeitos e conquistar virtudes. O problema é que ele se referia não ao balanço
da existência, mas à cadeira de balanço.
E dizia
permanecer em expectativa, à espera do momento em que vestiria o pijama de
madeira para morar na cidade dos pés juntos. Não entendia que lá ficarão apenas
nossos ossos.
Espíritos
imortais, iremos habitar outros planos do Infinito, compatíveis com as virtudes
e os conhecimentos desenvolvidos na Terra. Portanto, sempre é tempo para algo
aprender, no empenho permanente por vencer as próprias limitações, buscando os
prazeres mais nobres, que envolvam nosso aprimoramento moral e espiritual.
A
propósito, leitor amigo, convidando-o à reflexão sobre a felicidade, o substrato
do prazer, um provérbio chinês:
Se você quiser ser feliz por uma hora, tire uma
soneca.
Se quiser ser feliz por um dia, vá pescar.
Se quiser ser feliz por um mês, case-se.
Se quiser ser feliz por um ano, herde uma fortuna.
Mas, se quiser ser feliz pela vida inteira, ajude o
próximo.
Fonte:
Revista Reformador - FEB - Junho de 2006 |