Ante Os Tempos Novos

Suely Caldas Schubert

 

“Ao Espiritismo cristão cabe, atualmente, no mundo, grandiosa e sublime tarefa.

Não basta definir-lhe as características veneráveis de consolador da Humanidade, é preciso também revelar-lhe a feição de movimento libertador de consciências e corações”.

Emmanuel (“Missionários da Luz” - Prefácio: Ante os Tempos Novos.)

Em todos os tempos tem sido conveniente aos governadores do mundo, aos detentores do poder, que os seres humanos se mantenham ignorando a verdade e não pensando por si próprios. Aprender a pensar, despertar a consciência, ter contato com a realidade, discernir e optar tem sido, sistematicamente, dificultado em todos os níveis do conhecimento humano.

Para manter a ignorância oferecia-se ao povo pão e circo, distraindo-o e satisfazendo apenas as suas necessidades básicas que, saciadas, mantinham-no acomodado e apático.

Por outro lado, a manipulação da vontade popular sempre foi recurso de sustentação do status quo.

A história das civilizações comprova isto. Tais manipulações de consciências passam por lutas sanguinárias, infâmias e crueldades políticas e religiosas, perseguições implacáveis, crimes bárbaros, destruição em vários níveis, atestando que os homens progridem intelectualmente, mas ainda hoje são os mesmos que armaram o braço de Brutus, naquele momento representando mais de uma dezena de senadores romanos, contra César, ou os que urdiram a trama hedionda que condenou Jesus e absolveu um ladrão vulgar.

Caminha a Humanidade, desdobram-se os séculos e milênios e o modelo se repete com freqüência estarrecedora.

As guerras têm sido mantidas porque são lucrativas para muitos poderosos.