Allan Kardec é invulnerável à increpação de
haver escrito sob a influência de idéias preconcebidas ou de espírito
de sistema. Homem de caráter frio e severo, observava os fatos e
dessas observações deduzia as leis que os regem.

A codificação da Doutrina Espírita colocou
Kardec na galeria dos grandes missionários e benfeitores da
Humanidade. A sua obra é um acontecimento tão extraordinário como a
Revolução Francesa. Esta estabeleceu os direitos do homem dentro da
sociedade, aquela instituiu os liames do homem com o universo, deu-lhe
as chaves dos mistérios que assoberbavam os homens, dentre eles o
problema da chamada morte, os quais até então não haviam sido
equacionados pelas religiões.
A missão do ínclito mestre, como havia
sido prognosticada pelo Espírito de Verdade, era de escolhos e
perigos, pois ela não seria apenas de codificar, mas principalmente de
abalar e transformar a Humanidade. A missão foi-lhe tão árdua que, em
nota de 1o. de janeiro de 1867, Kardec referia-se as ingratidões de
amigos, a ódios de inimigos, a injúrias e a calúnias de elementos
fanatizados. Entretanto, ele jamais esmoreceu diante da tarefa.
Fonte:
Portal
do Espírito