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De 24 de
outubro de 1938 a 9 de fevereiro de 1939, Emmanuel transmitiu ao médium mineiro
as suas impressões, dando-nos a conhecer o orgulhoso patrício romano Públio
Lentulus Cornelius, em vida pregressa Públio Lentulus Sura, e que culminou no
romance extraordinário : Há dois mil anos.
Públio é o
homem orgulhoso, mas também nobre. Roma é o seu mundo e por ele batalha. Não
admite a corrupção, mostrando, desde então, o seu caráter íntegro.
Intransigente, sofre durante anos, a suspeita de ter sido traído pela esposa a
quem ama.
Para ela,
nos anos da mocidade, compusera os mais belos versos: "Alma gêmea da minhalma/
Flor de luz da minha vida/ Sublime estrela caída/ Das belezas da amplidão..." e,
mais adiante: "És meu tesouro infinito/ Juro-te eterna aliança/ Porque eu sou
tua esperança/ Como és todo o meu amor!"
Tem a
oportunidade de se encontrar pessoalmente com Jesus, mas entre a opção de ser
servo de Jesus ou servo do mundo, escolhe a segunda.
Não é por
outro motivo que escreve, ao início da citada obra mediúnica: "Para mim essas
recordações têm sido muito suaves, mas também muito amargas. Suaves pela
rememoração das lembranças amigas, mas profundamente dolorosas, considerando o
meu coração empedernido, que não soube aproveitar o minuto radioso que soara no
relógio da minha vida de Espírita, há dois mil anos."
Desencarnou
em Pompéia, no ano de 79, vítima das lavas do vulcão Vesúvio, cego e já voltado
aos princípios de Jesus.
Cincoenta
anos depois, no ano de 131, ei-lo já de retorno ao palco do mundo. Nascido em
Éfeso, de origem judia, foi escravizado por ilustres romanos que o conduziram ao
antigo país de seus ascendentes. Nos seus 45 anos presumíveis, Nestório mostra
no porte israelita, um orgulho silencioso e inconformado.
Apartado do
filho, que também fora escravizado, tornaria a encontrá-lo durante uma pregação
nas catacumbas onde ele, Nestório, tinha a responsabilidade da palavra. Cristão
desde os dias da infância, é preso e, após um período no cárcere, por manter-se
fiel a Jesus, é condenado à morte.
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