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Junto com o
filho, Ciro, e mais uma vintena de cristãos, num fim de tarde, foi conduzido ao
centro da arena do famoso circo romano, situado entre as colinas do Célio e do
Aventino, na capital do Império.
Atado a um
poste por grossas cordas presas por elos de bronze, esquelético, munido somente
de uma tanga que lhe cobria a cintura, até os rins, teve o corpo varado por
flechas envenenadas. Com os demais, ante o martírio, canta, dirigindo os olhos
para o Céu e, no mundo espiritual, é recebido pelo seu amor, Lívia.
Pelo ano
217, peregrina na Terra outra vez. Moço, podemos encontrá-lo nas vestes de
Quinto Varro, patrício romano, apaixonado cultor dos ideais de liberdade.
Afervorado a Jesus, sente confranger-lhe a alma a ignorância e a miséria com que
as classes privilegiadas de Roma mantinham a multidão.
O
pensamento do Cristo, ele sente, paira acima da Terra e, por mais lute a
aristocracia romana, Varro não ignora que um mundo novo se formava sobre as
ruínas do velho.
Vítima de
uma conspiração para matá-lo, durante uma viagem marítima, toma a identidade de
um velho pregador de Lyon, de nome Corvino. Transforma-se em Irmão Corvino, o
moço e se torna jardineiro. Condenado à decapitação, tem sua execução sustada
após o terceiro golpe, sendo-lhe concedida a morte lenta, no cárcere.
Onze anos
após, renasce e toma o nome de Quinto Celso. Desde a meninice, iniciado na arte
da leitura, revela-se um prodígio de memória e discernimento.
Francamente
cristão, sofreu o martírio no circo, amarrado a um poste untado com substância
resinosa ao qual é ateado fogo. Era um adolescente de mais ou menos 14 anos.
Sua
derradeira reencarnação se deu a 18 de outubro de 1517 em Sanfins,
Entre-Douro-e-Minho, em Portugal, com o nome de Manoel da Nóbrega, ao tempo do
reinado de D. Manoel I, o Venturoso.
Inteligência privilegiada, ingressou na Universidade de Salamanca, Espanha, aos
17 anos. Aos 21, está na faculdade de Cânones da Universidade, onde freqüenta as
aulas de direito canônico e de filosofia, recebendo a láurea doutoral em 14 de
junho de 1541. |
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