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Vindo ao
Brasil, foi ele quem estudou e escolheu o local para a fundação da cidade de São
Paulo, a 25 de janeiro de 1554. A data escolhida, tida como o dia da Conversão
do apóstolo Paulo, pretende-se seja uma homenagem do universitário Manoel da
Nóbrega ao universitário Paulo de Tarso .
O
historiador paulista Tito Lívio Ferreira, encerra sua obra "Nóbrega e Anchieta
em São Paulo de Piratininga" descrevendo: "Padre Manoel da Nóbrega fundara o
Colégio do Rio de Janeiro. Dirige-o com o entusiasmo de sempre. Aos 16 de
outubro de 1570, visita amigos e principais moradores. Despede-se de todos,
porque está, informa, de partida para a sua Pátria. Os amigos estranham-lhe os
gestos. Perguntam-lhe para onde vai. Ele aponta para o Céu.
No dia
seguinte, já não se levanta. Recebe a Extrema Unção. Na manhã de 18 de outubro
de 1570, no próprio dia de seu aniversário, quando completava 53 anos, com 21
anos ininterruptos de serviços ao Brasil, cujos alicerces construiu, morre o
fundador de São Paulo.
E as
últimas palavras de Manoel da Nóbrega são: ` Eu vos dou graças, meu Deus,
Fortaleza minha, Refúgio meu, que marcastes de antemão este dia para a minha
morte, e me destes a perseverança na minha religião até esta hora.'
E morreu
sem saber que havia sido nomeado, pela segunda vez, Provincial da Companhia de
Jesus no Brasil: a terra de sua vida, paixão e morte."
A título de
curiosidade, encontramos registros que o deputado Freitas Nobre, já desencarnado
na atualidade, declarou, em programa televisivo da TV Tupi de São Paulo), na
noite de 27 para 28 de julho de 1971, que ao escrever um livro sobre Anchieta,
teve a oportunidade de encontrar e fotografar uma assinatura de Manuel da
Nóbrega, como E. Manuel.
Assim, o E
inicial do nome do mentor de Francisco Cândido Xavier se deveria à abreviatura
de Ermano, o que, segundo ele, autorizaria a que o nome fosse grafado Emanuel,
um "m" somente e pronunciado com acentuação oxítona.
Fonte:
Federação Espírita do
Paraná |
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