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Nessa
época, o grande Bezerra de Menezes dirigia os destinos da Federação Espírita
Brasileira, revestido daquela auréola de prestígio e de respeito que crentes e
descrentes lhe davam, e o Espiritismo era o assunto de todas as conversas, não
só pelos fenômenos e curas mediúnicas, como pela propaganda falada, pelos livros
e pela imprensa.
Sob a sábia
orientação de Bezerra de Menezes começou a sua notável carreira mediúnica como
psicografa, no Centro Espírita Ismael. O grande apóstolo do Espiritismo
brasileiro, pela sua conhecida clarividência, prognosticou, certa vez, que
Adelaide Câmara, com as prodigiosas faculdades de que era dotada, um dia
assombraria crentes e descrentes.
E essa
profecia de Bezerra não se fez esperar, pois em breve Adelaide Câmara, como
médium auditiva, começou a trabalhar na propagação da Doutrina, fazendo
conferências e receitando, com tal acerto e exatidão, que o seu nome se irradiou
por todo o País.
Com a
desencarnação do inolvidável mestre, doutor Bezerra de Menezes, em 1900,
Adelaide Câmara aproximou-se do grande seareiro que foi Inácio Bittencourt e,
nas sessões do Círculo Espírita “Cáritas”, passou a emprestar o seu concurso
magnífico como médium e como propagandista de primeira grandeza.
Contraindo
núpcias em 1906, os afazeres do lar, e a educação dos filhos mais tarde,
obrigaram-na a afastar-se da propaganda ativa nos Centros, mas, nem por isso,
ficou inativa. Nas horas de lazer, entrava em confabulação com os guias
espirituais, e pôde receber e produzir páginas admiráveis, que foram dadas à
publicidade na obra “Do Além”, em 21 fascículos, e no livro “Orvalho do Céu”.
Foi aí que
adotou o pseudônimo de AURA CELESTE, nome com que ficou conhecida no Brasil
inteiro.
Em 1920,
retorna à tribuna e aos trabalhos mediúnicos, com tal vigor e entusiasmo, que o
seu organismo de compleição franzina ressentiu-se um pouco, mas, nem por isso,
deixou ela de cumprir com os seus deveres.
O Dr.
Joaquim Murtinho era o médico espiritual que, por seu intermédio, começou a
trabalhar na cura dos enfermos e necessitados, diagnosticando e curando a todos
quantos lhe batiam à porta, desenvolvendo-lhe, espontaneamente, diversas
faculdades mediúnicas nesse período. |
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