|
|
Produziu a sua vasta cultura três ótimos romances: "A Égide Materna",
"A Filha do Artista", e "A Filha Adotiva".
Foi autora de numerosas peças teatrais, de diálogos e de várias
estrofes, destacando-se "Hino a Deus", "Hino a Ana Nery", "Minha
Terra", "Hino a Jesus" e outros.
Em 1911 conseguiu, sem qualquer recurso financeiro, adquirir a
"Chácara Paraíso". Eram 75 alqueires de terra, parte em matas e
capoeiras e o restante ocupado com benfeitorias diversas, entre as
quais um velho solar, ocupado durante longos anos por uma das mais
notáveis figuras da História do Brasil: Diogo Antônio Feijó.

Nessa chácara fundou Anália Franco a "Colônia Regeneradora D.
Romualdo", aproveitando o casarão, a estrebaria e a antiga senzala,
internando ali sob direção feminina, os garotos mais aptos para a
Lavoura, a horticultura e outras atividades agropastoris, recolhendo
ainda moças desviadas, conseguindo assim regenerar centenas de
mulheres.
A
vasta sementeira de Anália Franco consistiu em 71 Escolas, 2
albergues, 1 colônia regeneradora para mulheres, 23 asilos para
crianças órfãs, 1 Banda Musical Feminina, 1 orquestra, 1 Grupo
Dramático, além de oficinas para manufatura de chapéus, flores
artificiais, etc., em 24 cidades do Interior e da Capital. |
|