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Quando
aparecia em cena, Batuíra era aplaudido e os estudantes lhe dedicavam versos
como estes:
Salve,
grande Batuíra
Com Teus
dentes de traíra
Com teus
olhos de Safira
Com tua
arte que me inspira
Nas
cordas da minha lira
Estes
versos de mentira.
Àquela
altura da sua vida, passou a fabricar charutos, o que fez prosperar suas
finanças. Abriu diversos lotes de terrenos no Lavapés, onde construiu sua
residência e, ao lado, uma rua particular de casas que alugava aos humildes e
que hoje se chama Rua Espírita.
De espírito
humanitário e idealista, aderiu, desde logo, à Campanha Abolicionista, trabalhou
denodadamente ao lado de Luiz Gama e Antônio Bento. Em sua casa, ele abrigava os
escravos foragidos e só os deixava sair com a Carta de Alforria.
Despertado
pela Doutrina Espírita, exemplificou no mais alto grau os ensinamentos cristãos:
praticava a caridade, consolava os aflitos, tratava os doentes com a Homeopatia
e difundia os princípios espíritas.
Fundou o
jornal "Verdade e Luz", em 25 de maio de 1890, que chegou a ter tiragem de cinco
mil exemplares. Abriu mão de seus bens em favor dos necessitados.
A sua casa,
no Lava-pés, era ao mesmo tempo hospital, farmácia, albergue, escola e asilo.
Ele a doou para a sede da Instituição Beneficente "Verdade e Luz". Recolhia os
doentes e os desamparados, infundindo-lhes a fé necessária para poderem suportar
suas provas terrenas.
A propósito
disso, dizia-se de Batuíra: "um bando de aleijados vivia com ele". Quem chegasse
à casa, fosse lá quem fosse, tinha cama, mesa e cobertor.
De suas
primeiras núpcias com dona Brandina Maria de Jesus, teve um filho, Joaquim
Gonçalves Batuíra, que veio a se casar com dona Flora Augusta Gonçalves Batuíra.
Das segundas núpcias, teve outro filho, que desencarnou aos 12 anos. |
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