Mas, apesar disso, Batuíra era pai de quase toda gente. Exemplo disso foi o Zeca, que Batuíra recebeu com poucos meses e criou como filho adotivo, o qual se tornou continuador de sua obra na instituição beneficente que ele fundara.

Eis alguns traços da personalidade de Batuíra, pela pena do festejado escritor Afonso Schimidt. "Em 1873, por ocasião da terrível epidemia de varíola que assomou a capital da província, ele serviu de médico, de enfermeiro, de pai para flagelados, deu-lhes não apenas o remédio e os desvelos, mas também o pão, o teto e o agasalho. Daí a popularidade de sua figura.

Era baixo, entroncado e usava longas barbas que lhe cobriam o peito amplo. Com o tempo, essa barba se fez branca e os amigos diziam que ele era tão bom, que se parecia com o imperador".

Batuíra era tão popular, que foi citado em obra como "História e Tradições de São Paulo", de Ernani Silva Bueno, "A Academia de São Paulo - Tradições e Reminiscências - Estudantes, Estudantões e Estudantadas", de Almeida Nogueira, "A Cidade de São Paulo em 1900", de Alfredo Moreira Pinto. Escreveram ainda sobre ele J.B. Chagas, Afonso Schimidt, Paulo Alves Godoy e Zeus Wantuil.

Batuíra criou grupos espíritas em São Paulo, Minas Gerais e Estado do Rio. Proferiu conferências espíritas por toda parte, criou a Livraria e Editora Espírita, onde se fez impressor e tipógrafo.

Referindo-se ao seu desencarne, Afonso Schimidt escreveu:

"Batuíra faleceu a 22 de janeiro de 1909, São Paulo inteiro comoveu-se com seu desaparecimento. Que idade tinha? Nem ele mesmo sabia. Mas o seu nome ficou por aí, como um clarão de bondade, de doçura, de delicadeza do céu, dessas que vão fazendo cada vez mais raras num mundo velho, sem porteira...".

 Apolo Oliva Filho

 

Fonte: Grupo Espírita Batuíra