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Com a política, e por efeito do seu bom coração, que o levou a dar
abonos de favor a parentes e amigos, que o procuravam para explorar-
lhe os sentimentos de caridade, comprometeu aquela fortuna.
Percebendo,
porém, que seus débitos igualavam seus haveres, procurou os credores e
lhes propôs entregar tudo o que possuía, o que era suficiente para
integralizar a dívida.
Os credores,
todos seus amigos, recusaram a proposta, dizendo- lhe que pagasse como
e quando quisesse. O velho honrado
insistiu; porém, não conseguiu demover os credores sobre essa
resolução, por isso deliberou tornar- se mero administrador do que
fora sua fortuna, não retirando dela senão o que fosse estritamente
necessário para a manutenção da sua família, que assim passou da
abastança às privações.
Animado do firme propósito de orientar-se pelo caráter íntegro de seu
pai, Bezerra de Menezes, com minguada quantia que seus parentes lhe
deram, e animado do propósito de sobrepujar todos os óbices, partiu
para o Rio de Janeiro a fim de seguir a carreira que sua vocação lhe
inspirava: a Medicina.
Em novembro de
1852, ingressou como praticante interno no Hospital da Santa Casa de
Misericórdia. Doutorou-se em
1856 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, defendendo a tese
"Diagnóstico do Cancro". Nessa altura
abandonou o último patronímico, passando a assinar apenas Adolfo
Bezerra de Menezes.
A 27 de abril de
1857, candidatou-se ao quadro de membros titulares da Academia
Imperial de Medicina, com a memória "Algumas Considerações sobre o
Cancro encarado pelo lado do Tratamento".
O parecer foi
lido pelo relator designado, Acadêmico José Pereira Rego, a 11 de maio
de 1857, tendo a eleição se efetuado a 18 de maio do mesmo ano e a
posse a 1º de junho.
Em 1858
candidatou- se a uma vaga de lente substituto da Secção de Cirurgia da
Faculdade de Medicina. Por intercessão do mestre Manoel Feliciano
Pereira de Carvalho, então Cirurgião-Mor do Exército, Bezerra de
Menezes foi nomeado seu assistente, no posto de Cirurgião- Tenente.
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