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Diante do
imperativo da mensagem, declinou do convite de Mana Modesta e decidiu-se pela
permanência em Sacramento, onde fundou o Clube das Mãezinhas, composto de mães
caridosas que se dispunham a fazer roupinhas para crianças necessitadas, as
quais eram distribuídas semanalmente.
No limiar
do ano de 1950, deliberou fundar um Lar para crianças abandonadas. Porém, além
de faltar-lhe os meios necessários, não sabia onde nem como implantar essa
instituição. A maior rifa realizada em Sacramento propiciou-lhe os meios
necessários para adquirir uma casa e ali inaugurar o "Lar de Eurípedes".
Aplicava o
seu ordenado na manutenção do Lar. Entretanto, o número de crianças aumentava e
os recursos tomavam-se assim cada vez mais escassos. A casa havia também se
tornado pequena.
Animada de
decisão inquebrantável, e contando com a ajuda do Alto, decidiu-se a edificar um
novo "Lar de Eurípedes". O povo de Sacramento e de regiões vizinhas cooperou no
empreendimento e, dentro em pouco, surgia o novo prédio, onde foram amparadas
mais de 100 crianças e onde a seareira abnegada passou a ser a "mãe Corina".
Devido à
insuficiência de recursos para a sua manutenção, pois o estabelecimento era
mantido quase completamente com o saláno de Corina Novelino, houve apelos e o
Lar foi reconhecido como órgão de utilidade pública, passando então de internato
para semi-internato. Ali as crianças passam o dia, recebendo alimentação,
vestuário e educação intelectual e religiosa.
Escritora
de grandes recursos que era, Corina escreveu os livros "Escuta, meu filho", cuja
renda foi revertida inteiramente à manutenção do Lar. Mais recentemente, em
1979, escreveu a obra "Eurípedes, o homem e a missão", dando início aos atos
comemorativos do centenário de nascimento daquele grande vulto do Espiritismo.
Criatura
infatigável, sempre disposta a cooperar, tomou parte saliente na vida
sócio-econômica, religiosa e cultural de Sacramento. Colaborou em todos os
jornais da cidade, desde a "Tribuna", editada por Homilton Wilson, até os
jornais atuais: "Estado do Triângulo" e "Jornal de Sacramento".
Prestou
colaboração em outros órgãos de divulgação do Espiritismo, notadamente no
"Anuário Espírita", editado em Araras, e uma revista editada em Portugal. |
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