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É digno de
registro que a fundação do Lar dos Órfãos em Juiz de Fora, como salutar exemplo
de desprendimento desse grande apóstolo da caridade, deve-se inteiramente ao
montepio legado por sua esposa, na importância de dezesseis contos de réis que,
num gesto liberal muito do seu feitio, doou à instituição, fazendo questão que
essa doação constasse de uma das atas de sua diretoria, lavrada em fins de 1922.
Francisco
Antônio Bastos era intimorato empreendedor de obras sociais, deixando entrever o
seu espírito sonhador, arguto e realizador, assessorando Anália Franco na
disseminação de numerosas obras assistenciais que passaram a constituir uma das
mais monumentais realizações da época.
Contagiado
pelo espírito de luta de sua companheira desencarnada, ele adquiriu a virtude de
tudo vencer sem esmorecimento.
Organizou
numerosas instituições espíritas onde atuou como dirigente; editou duas
revistas: "Nova Revelação" e "Natalício de Jesus", tornando-se o seu
redator-chefe, órgãos esses que pertenciam à Colônia Regeneradora D. Romualdo.
Sua
incrível operosidade, espírito de sacrifício, energia e perseverança no bem,
traduziram-se em autênticas conquistas espirituais.
Foi também
dedicado trabalhador no campo da difusão doutrinária do Espiritismo, proferindo
conferências e encetando tarefas de diversos matizes.
Foi
verdadeiro "pai" para as crianças abrigadas no "Anália Franco", as quais o
estimavam e respeitavam sobremaneira, dispensando-lhe carinho e gratidão.
Seu
regresso ao plano espiritual foi precedido de insidiosa enfermidade que o
prendeu ao leito por vários dias. O venerando velhinho de longas barbas e grande
coração foi autêntico seguidor de Jesus Cristo, pois tudo o que fez ele,
aprendeu a fazê-lo nas páginas dos Evangelhos, assim como os consoladores
ensinamentos que sabia espargir, ele os assimilou nas obras básicas da Doutrina
Espírita.
Fonte:
Federação Espírita do Estado
de São Paulo - (Subsídios
fornecidos por Antônio de Souza Lucena)
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