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Tratava-se de Joana, consorte de Cusa, intendente de Ântipas, na
cidade onde se conjulgavam interesses vitais de comerciantes e de
pescadores".
O
seu esposo, alto funcionário de Herodes, não lhe compartilhava os
anseios de espiritualidade, não tolerando a doutrina daquele Mestre
que Joana seguia com acendrado amor.
Vergada ao peso das injunções domésticas, angustiada pela
incompreensão e intolerância do esposo, buscou ouvir a palavra de
conforto de JESUS que, ao invés de convidá-la a engrossar as fileiras
dos que O seguiam pelas ruas e estradas da Galiléia, aconselhou-a a
seguí-Lo a distância, servido-O dentro do próprio lar, tornando-se um
verdadeiro exemplo de pessoa cristã, no atendimento ao próximo mais
próximo: seu esposo, a quem deveria servir com amorosa dedicação,
sendo fiel a Deus, amando o companheiro do mundo como se fora seu
filho.
JESUS traçou-lhe um roteiro de conduta que lhe facultou viver com
resignação o resto de sua vida.
Mais tarde, tornou-se mãe.
Com o passar do tempo, as atribuições se foram avolumando. O esposo,
após uma vida tumultuada e inditosa, faleceu, deixando Joana sem
recursos e com o filho para criar. Corajosa, buscou trabalhar.
Esquecendo "o conforto da nobreza material, dedicou-se aos filhos de
outras mães, ocupou-se com os mais subalternos afazeres domésticos,
para que seu filhinho tivesse pão". Trabalhou até a velhisse.
Já idosa, com os cabelos embranquecidos, foi levada ao circo dos
martírios, juntamente com o filho moço, para testemunhar o amor por
JESUS, o Mestre que havia iluminado a sua vida acenando-lhe com
esperanças de um amanhã feliz.
Narra Humberto de Campos, no livro citado:
"Ante o vozerio do povo, foram ordenadas as primeiras flagelações.
-
Abjura!... - excalama um executor das ordens imperiais, de olhar cruel
e sombrio.
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