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A
antiga discípula do Senhor contempla o céu, sem uma palavra de negação
ou de queixa. Então o açoite vibra sobre o rapaz seminu, que exclama,
entre lágrimas: - "Repudia a JESUS, minha mãe!... Não vês que nós
perdemos?! Abjura!... por mim, que sou teu filho!..."
Pela primeira vez, dos olhos da mártir corre a fonte abundante das
lágrimas. As rogativas do filho são espadas de angustia que lhe
retalham o coração.
Após recordar sua existência inteira, responde:
"- Cala-te, meu filho! JESUS era puro e não desdenhou o sacrifício.
Saibamos sofrer na hora dolorosa, porque, acima de todas as
felicidades transitórias do mundo, é preciso ser fiel a DEUS!"
Logo em seguida, as labaredas consomem o seu corpo envelhecido,
libertando-a para a companhia do seu Mestre, a quem tão bem soube
servir e com quem aprendeu a sublimar o amor.
Uma Discípula de Francisco de Assis
Séculos depois, Francisco, o "Pobrezinho de Deus", o "Sol de Assis",
reorganiza o "Exército de Amor do Rei Galileu", ela também se
candidata a viver com ele a simplicidade do Evangelho de Jesus, que a
tudo ama e compreende, entoando a canção da fraternidade universal.
Soror Juana Inés de La Cruz
No século XVII ela reaparece no cenário do mundo, para mais uma vida
dedicada ao Bem. Renasce em 1651 na pequenina San Miguel Nepantla, a
uns oitenta quilômetros da cidade do México, com o nome de Juana de
Asbaje y Ramirez de Santillana, filha de pai basco e mãe indígena.
Após 3 anos de idade, fascinada pelas letras, ao ver sua irmã aprender
a ler e escrever, engana a professora e diz-lhe que sua mãe mandara
pedir-lhe que a alfabetizasse. A mestra, acostumada com a precocidade
da criança, que já respondia ás perguntas que a irmã ignorava, passa a
ensinar-lhe as primeiras letras.
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