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fim de se dedicar mais aos seus estudos e penetrar com profundidade no
seu mundo interior, numa busca incessante de união com o divino,
ansiosa por compreender Deus através de sua criação, resolveu
ingressar no Convento das Carmelitas Descalças, aos 16 anos de idade.
Desacostumada com a rigidez ascética, adoeceu e retornou à Corte.
Seguindo orientação de seu confessor, foi para a ordem de São Jerônimo
da Conceição, que tem menos obrigações religiosas, podendo dedicar-se
às letras e à ciência. Tomou o nome de Soror Juana Inés de La Cruz.
Na sua confortável cela, cercada por inúmeros livros, globos
terrestres, instrumentos musicais e científicos, Juana estudava,
escrevia seus poemas, ensaios, dramas, peças religiosas, cantos de
Natal e música sacra.
Era freqüentemente visitada por intelectuais
europeus e do Novo Mundo, intercambiando conhecimentos e experiências.
A
linda monja era conhecida e admirada por todos, sendo os seus escritos
popularizados não só entre os religiosos, como também entre os
estudantes e mestres das Universidades de vários lugares. Era
conhecida como a "Monja da Biblioteca".
Se imortalizou também por defender o direito da mulher de ser
inteligente, capaz de lecionar e pregar livremente.
Em 1695 houve uma epidemia de peste na região. Juana socorreu durante
o dia e a noite as suas irmãs reliogiosas que, juntamente com a
maioria da população, estavam enfermas. Foram morrendo, aos poucos,
uma a uma das suas assistidas e quando não restava mais religiosas,
ela, abatida e doente, tombou vencida, aos 44 anos de idade.
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