Após sua estréia como escritor, compra a Revista do Brasil e começa a editar seus livros para adultos. Surge então a Monteiro Lobato & Cia., primeira editora nacional. Até então os livros do Brasil eram impressos em Portugal.

No Natal de 1920, lança seu primeiro livro infantil: "A Menina do Narizinho Arrebitado", que no ano seguinte teria uma edição de 50 mil exemplares e seria adotado pelo governo de São Paulo como livro de leitura obrigatória para o primeiro grau.

Sua editora cresce e, em 1924, Lobato monta o maior parque gráfico da América Latina.

Em 1925, após enfrentar dificuldades, fecha a editora e constitui, no Rio de Janeiro, a Cia. Editora Nacional com outros dez sócios.

Dois anos depois é nomeado adido comercial no Consulado do Brasil nos Estados Unidos.

Em 1930, após a revolução que destituiu o presidente Washington Luís, Lobato é exonerado e retorna ao país no ano seguinte, pregando a redenção e desenvolvimento do Brasil pela exploração de ferro e do petróleo.

Começa, então, a luta que o deixará pobre, doente e desgostoso. Foi perseguido, preso e criticado por dizer que no Brasil havia petróleo, contrariando, assim, o interesse oficial.

Retorna à literatura infantil, desgostoso dos adultos que o perseguem por suas idéias. Em 1933 lança "História do Mundo para Crianças", que provoca reações e censura da Igreja.

Em novembro de 1934, Getúlio Vargas lhe oferece a direção do Departamento de Difusão Cultural. Lobato rejeita e nos anos seguintes denunciaria o Departamento Nacional de Produção Mineral e o Conselho Nacional de Petróleo.