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Os seis grandes amigos que se manifestaram foram: Adalgiso Pereira,
Manéco Lopes (antigo jornalista paulistano), Amadeu Amaral, Arthur
Neiva, Martins Fontes e outro cujo nome se perdeu.
Lobato soube extrair elementos probatórios da sobrevivência do
espírito após a morte corporal e da identidade dos comunicantes
A
partir dessa primeira reunião espírita, cuja ata infelizmente se
perdeu, Lobato realizou sessões no período que se inicia em 21 de
dezembro de 1943 a 17 de março de 1945, no Brasil, e em 1946-1947 na
Argentina. Ainda no prefácio da obra “Monteiro Lobato e o
Espiritismo”, J. Herculano Pires ao reiterar a importância do livro,
diz considerar os registros daquelas sessões de grande importância
como confirmação da realidade das comunicações espíritas.
E
observa: “Mas o que mais ressalta da sua leitura, como contribuição
para o esclarecimento do problema espírita, é a maneira penetrante com
que Lobato soube tirar, a cada instante, de pormenores aparentemente
insignificantes, ilações conclusivas. Dispondo de recursos mediúnicos
precários, de meios deficientíssimos de comunicação, limitando-se a
diálogos telegráficos e muitas vezes frustrados, Lobato fez o
contrário dos grandes cientistas que se afogaram sob avalanchas de
provas sem compreendê-las. De uma palavra, de uma expressão, de um
dado mínimo ele soube extrair elementos probatórios da sobrevivência
do espírito após a morte corporal e da identidade dos comunicantes.”
Conclusão
O
livro “Monteiro Lobato e o Espiritismo” aborda outros aspectos
interessantíssimos, conhecidos pelos estudiosos e praticantes do
espiritismo. Como por exemplo, as repentinas e agressivas
manifestações do revoltado espírito Kismet, que acabou vencido pela
paciência e o amor de Lobato para com ele.
Sobre essa questão, observa Herculano Pires: “na verdade, Lobato não
conhecia bem a doutrina, mas à maneira dos nossos caipiras, que sem
nada saberem tudo fazem, conseguiu doutrinar o infeliz Kismet e
dar-lhe a deixa da felicidade.
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