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Era zeloso
cultor do vernáculo, ao ponto de merecer de César Zoma - político, latinista e
orador baiano, a seguinte afirmação:
"Na
Bahia, em conhecimentos de latim, eu, e de português, o Petitinga".
Com 21 anos
de idade leu "O Livro dos Espíritos", e ulteriores estudos e perquirições
levaram-no a fundar, na cidade de Juazeiro, o "Grupo Espírita Caridade", onde
foram recebidas, através do conceituado médium Floris de Campos Neto, belas e
incentivadoras mensagens da entidade espiritual que assinava "Ignotus".
Indo, em
1912, para a cidade do Salvador, Petitinga reviveu em sua residência, o "Grupo
Espírita Caridade", aí reunindo companheiros realmente dedicados à Doutrina dos
Espíritos e isentos do personalismo desagregador.
Convidado,
logo após, a participar do "Centro Espírita Religião e Ciência", que passava por
uma fase de declínio, ele tudo fez para restaurá-lo. Mesmo com os poderes
extraordinários que a Assembléia Geral lhe outorgou, tudo foi em vão.
Notando que
a decadência daquela sociedade se devia em parte à falta de unidade doutrinária,
à ausência de uma direção geral, Petitinga pensou, então, em fundar uma
sociedade orientadora do movimento espírita no Estado, o que conseguiu
materializar no dia 25 de dezembro de 1915, quando, em histórica reunião
realizada na sede do "Grupo Espírita Fé, Esperança e Caridade", instalou a UNIÃO
ESPÍRITA BAIANA, hoje transformada em Federação Espírita do Estado da Bahia.
No início a
União Espírita Baiana não tinha sede em lugar definido, transferindo-se várias
vezes de local, até que nasceu, cresceu e vingou a idéia da aquisição de sede
própria, tão necessária à tranqüilidade dos dirigentes daquele movimento
divulgador do Espiritismo.
Em 4 de
julho de 1920, a Diretoria recebia plenos poderes para trabalhar naquela direção
e, em 3 de outubro do mesmo ano, foi solenemente inaugurada a sede própria
situada no histórico Terreiro de S. Francisco (hoje Praça Padre Anchieta No. 8),
onde funciona até o presente. |
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